Afastamento de Paulo Lacerda da Abin é prorrogado
Portal Terra
BRASÍLIA - O afastamento do delegado Paulo Lacerda da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi prorrogado por 60 dias, de acordo com portaria publicada ontem no Diário Oficial da União. Lacerda foi afastado em 1º de setembro, após a suspeita de que a Abin teria organizado grampos ilegais para monitorar conversas de autoridades, como o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, além dos ministros José Múcio (Relações Institucionais), Dilma Rousseff (Casa Civil) e Marco Aurélio Mello, do STF.
A ampliação do prazo de afastamento de Lacerda, que vale também para o diretor-geral adjunto da entidade, José Milton Campana, e para o chefe do Departamento de Contra-Inteligência, Paulo Maurício Fortunato Pinto, não tem relação com as recentes buscas e apreensões em locais de onde supostamente teriam vazado informações confidenciais da Operação Satiagraha.
Essa investigação da Polícia Federal levou à prisão o banqueiro Daniel Dantas, controlador do grupo Opportunity, o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, e o investidor Naji Nahas. Nesta quinta-feira, no entanto, o STF confirmou, em decisão plenária, que Dantas deverá permanecer livre.
O afastamento de Paulo Lacerda e da cúpula da Abin foi decidido em 1º de setembro após o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, ter exigido providências do presidente Lula contra um suposto monitoramento de sua rotina de trabalho dentro da Suprema Corte.
Desde seu afastamento, Lacerda tem trabalhado como assessor do ministro Jorge Félix, auxiliando-o no dia-a-dia e 'despachando normalmente' com o chefe do Gabinete de Segurança Institucional.
