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Oposição quer prazo para que CEF e BB comprem instituições financeiras

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Agência Brasil

BRASÍLIA - O DEM e o PSDB sugeriram hoje (28) ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que se estabeleça na Medida Provisória 443 um prazo de vigência para que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal (CEF) possam comprar participações acionárias de pequenos bancos.

De acordo com o líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN), a sugestão foi bem recebida por Mantega na reunião com os líderes partidários no gabinete da presidência do Senado.

O senador defendeu que o estabelecimento do prazo dando novas atribuições ao Banco do Brasil e à Caixa é cabível para evitar que o Congresso não venha a dar um cheque em branco ao governo.

Segundo Agripino Maia, esse prazo será fixado em reunião da bancada do DEM. No entanto, defende que as atribuições da CEF e do Banco do Brasil para comprar carteiras de crédito de pequenos bancos vigorem entre seis meses e um ano.

Os senadores da base do governo que participaram do encontro, no entanto, deixaram o gabinete de Garibaldi Alves Filho com discursos diferentes.

O ministro concordou que é uma medida excepcional e pode sim ter um prazo de vigência pré-definido , afirmou o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

Já o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse ter a convicção de que não será dado qualquer prazo de validade para que a CEF e o Banco do Brasil possam adquirir carteiras de pequenos bancos em dificuldades.

Nós não vamos dar prazo de validade porque não temos prazo de validade da crise. Se a oposição combinar com o mercado internacional e tiver prazo de validade da crise, nós também colocaremos prazo de validade nos mecanismos brasileiro. Se não, nós temos que ter mecanismos condizentes e duros enquanto houver a crise internacional, e esta crise, infelizmente, não tem tempo para acabar , afirmou o líder.

Jucá adiantou que o governo vai adotar, a partir de amanhã, novas providências que dizem respeito às normas do Banco Central e do sistema financeiro.

Se for necessário, o governo federal editará quantas medidas provisórias forem necessárias para dar instrumentos para combater a crise internacional , afirmou Jucá.