SP: em greve, policiais fazem passeata até a sede da Segurança

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Portal Terra

SÃO PAULO - Cerca de 4 mil policiais civis do Estado de São Paulo, em greve desde o dia 16 de setembro, iniciaram por volta das 15h30 uma caminhada na praça da Sé, na região central da capital paulista, em direção ao prédio da Secretaria de Segurança Pública (SSP). De acordo com o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindpesp), José Leal, o objetivo do ato é pressionar o governo a negociar com a categoria.

"Vamos reivindicar algo que beneficie diretamente os policiais e não algo imposto pelo Palácio dos Bandeirantes", disse. Segundo Leal, se o governador do Estado, José Serra, der sinais de que irá revisar a proposta de aposentadoria especial que está na Assembléia Legislativa e aceitar negociar os aumentos salarias, a categoria poderá suspender a greve.

"Desde que ele nos dê indicativos concretos de que irá conversar conosco, a categoria será imediatamente consultada e a greve será suspensa. Ficaremos apenas em estado de greve. O governador é o único que pode mudar isso", afirmou.

A categoria reivindica aumento de 15% para 2008, 12% para 2009, 12% para 2010 - incorporados em cinco parcelas, sendo a última em julho de 2010.

Os policiais também pedem a revisão do projeto de aposentadoria especial proposto pelo governo. O texto prevê o aumento da idade limite para aposentadoria dos funcionários que ingressaram na corporação depois de 2003. Para os homens, a idade passaria de 53 para 55 anos, e as mulheres, de 48 para 50 anos. A categoria defende a permanência da aposentadoria por 30 anos de serviço e das idades.