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Fraude em CNHs: corregedoria prende 4 em SP

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Portal Terra

SÃO PAULO - A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo prendeu quatro pessoas suspeitas de envolvimento na comercialização de Carteiras de Habilitação (CNH), em Ferraz de Vasconcelos, na região metropolitana de São Paulo.

Dois policiais civis se entregaram nesta tarde, na sede da Corregedoria. Na última quinta-feira, um ex-delegado seccional e um funcionário público envolvidos no esquema também foram presos.

Dezesseis equipes de policiais da Divisão de Crimes Fiscais (DCF) e da Divisão de Operações Policiais (DOP) cumpriram oito mandados de prisão autorizados pela Justiça e 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Santo André, Ferraz de Vasconcelos, Mogi das Cruzes, Poá, Ituverava, Arujá, Guarulhos, São Caetano do Sul, Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba.

De acordo com o delegado José Antônio Aires, titular da DOP, as pessoas que não foram encontradas nas residências serão consideradas foragidas. Alexandra Agostine Randamer da Silveira, delegada da DCF que preside o inquérito, também informou que os policiais que forneceram os endereços incorretos irão responder criminalmente por falsidade ideológica e administrativamente numa sindicância.

Segundo a delegada, a investigação é um prosseguimento das anteriores, que tiveram início com a Operação Carta Branca, realizada pela Polícia Federal.

- Outras pessoas como policiais civis e donos de auto-escolas não foram investigados naquela operação, então foi instaurado esse inquérito para verificar a responsabilidade de cada um no esquema das CNHs - disse.

Alexandra ainda informou que no período de março de 2007 a março de 2008 foram emitidas 30 mil carteiras de habilitações em Ferraz de Vasconcelos.

- Esse número superou a cidade de Campinas. Pessoas de outros estados conseguiam tirar a carteira sem o mínimo esforço, sem ao menos fazer uma aula, elas apenas enviavam o dinheiro e recebiam a CNH pelo correio - explicou.

A delegada também disse que a Corregedoria está investigando todos possíveis envolvidos no esquema.

- As investigações se estendem do carcereiro até os delegados seccionais - disse.