AP: preso geólogo foragido suspeito de lesar bolsa
Portal Terra
MACAPÁ - A Polícia Federal informou que prendeu o último foragido da Operação Akator, deflagrada na última terça-feira no Amapá. O géologo Luiz Carlos Tobias da Silva é suspeito de integrar um esquema de fraudes na exploração de recursos minerais no Estado, principalmente de ouro, que lesaria investidores estrangeiros na Bolsa de Valores do Canadá. Outras nove pessoas foram presas.
Do esquema fariam parte o ex-chefe do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) João Batista de Azevedo Picanço Neto, a vice-presidente da Junta Comercial do Amapá, Maria Angélica Corte Pimentel, funcionários da Mineração Cachoeira Ltda, empresários do ramo de mineração, entre outros.
De acordo com o atual diretor do DNPM no Amapá, Celso Marques Junior, a suposta fraude ocorreria há um ano e meio. Com autorização do órgão para fazer pesquisa na área de Lourenço, na cidade de Calçoene (a 370 km de Macapá), a Mineração Cachoeira (subsidiária da International Gold Resource) forjaria relatórios de pesquisa, apresentando números inverídicos. Os estudos superestimariam o potencial mineral de Lourenço.
Caberia ao DNPM verificar a veracidade dos relatórios. No entanto, o ex-chefe não determinaria a checagem dos dados. - João Picanço Neto era muito omisso no trato das questões minerais - disse o delegado da Polícia Federal Fernando Chuí, responsável pelas investigações. Por esta omissão, de acordo com o delegado, João Picanço receberia propinas, cujo montante não pode ser divulgado porque o inquérito corre sob segredo de Justiça.
O relatório inverídico seria divulgado no Canadá pela International Gold Resource - uma holding que controla várias empresas de mineração. Os dados superestimados atraíam investidores estrangeiros. - Nesse caso o maior crime cometido por essas pessoas foi lesar investidores internacionais na bolsa de valores do Canadá - diz o atual chefe do DNPM.
