Negros sofrem com condições perversas de saúde, diz especialista

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JB Online

BRASÍLIA - Do nascimento à velhice, a situação da saúde entre os negros é desigual e perversa. A avaliação é da coordenadora do Comitê de Saúde da População Negra do Ministério da Saúde, Ana Kátia Costa Ser negro é um determinante social da condição de saúde , afirmou Ana Costa.

Segundo ela, os problemas começam com a mortalidade infantil que é 5 vezes maior entre as crianças negras que entre as brancas passam pela saúde da mulher grávida, que tem menos acesso ao pré-natal, e pelos doentes mentais, que sofrem com preconceito ainda maior. E na velhice os negros têm menos cuidados e menos acesso a remédios, por exemplo.

-As crianças morrem mais e por causas facilmente evitáveis, como doenças infecciosas e parasitárias, que são ligadas à desnutrição e ambientes insalubres, enquanto os adultos são muito mais atingidos pela violência.

Mesmo assim, há muito o que comemorar, apesar da demora , disse Ana Costa. Um pacto, que foi aprovado por estados e municípios, deve fazer com que a população negra seja encarada de forma especial no que diz respeito à saúde.

-Cada município, agora, vai ter que prestar mais atenção à população negra. De acordo com a especialista, significa que, quando uma mulher negra entrar num consultório -vai ter que ser como se acendesse uma luzinha indicando que ela corre mais risco por causa da sua condição de negritude.

A coordenadora do Comitê de Saúde da População Negra destacou ainda o fortalecimento das lideranças negras, que também tem sido trabalhado para que elas possam interferir cobrando a aplicação das políticas públicas.