BNDES: 200 cidades estariam ligadas à fraude, diz PF
Portal Terra
BRASÍLIA - A Polícia Federal trabalha com a hipótese de que 200 prefeituras possam estar envolvidas no esquema de formação de quadrilha por suposta ação de prostituição, lavagem de dinheiro e desvio de verbas públicas, desbaratado quinta-feira na Operação Santa Teresa, em São Paulo. Segundo a PF, a suposta quadrilha obtinha recursos de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e aplicava em atividades ilegais, entre elas a prostituição. Dez pessoas foram presas. As informações são da Rede Globo.
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De acordo com a emissora, ainda não há indícios de participação de funcionários do BNDES. Os presos já começaram a ser ouvidos. Dois empréstimos, o primeiro concedido a uma prefeitura do Estado no valor de R$ 130 milhões e o segundo cedido a uma grande rede varejista, de R$ 220 milhões, possuem provas de irregularidades, segundo a PF. Outros empréstimos também serão analisados pela polícia.
As investigações tiveram início em dezembro de 2007, a partir da suspeita de tráfico de drogas seguida por tráfico internacional de mulheres, para então chegar às acusações de recursos do BNDES, de acordo com a PF. Todos os crimes envolvem uma mesma quadrilha. Os supostos criminosos, por meio de uma consultoria que emitia notas frias, encaminhavam pedidos de financiamento ao banco. A polícia informou que parte do dinheiro arrecadado era repassado a lobistas.
De acordo com a PF, a casa de prostituição envolvida no esquema recrutava mulheres por meio de agenciadores que atuavam inclusive fora do Estado. Ao menos cinco mulheres foram enviadas para fora do país, inclusive, para a Suíça. A PF não informou o nome dos presos porque o caso corre em segredo de Justiça.
Entre os detidos, está o advogado Ricardo Tosto, que faz parte do conselho de administração do BNDES e possui entre os clientes, o deputado federal Paulo Maluf. Em nota, a assessoria do advogado nega as acusações.
