Caso Isabelle: "Vir aqui é uma forma de protesto", diz turista
Portal Terra
SÃO PAULO - Após chegar de Salvador para passar o feriado em São Paulo visitando uma amiga, a auxiliar administrativa Barbara Cardoso, 38 anos, esteve em frente ao edifício de onde Isabella Nardoni foi jogada, na zona norte da cidade.
Barbara passou também pela casa da família Nardoni, no Tucuruvi. Depois disso, seguiu para o prédio da família Jatobá, em Guarulhos, região metropolitana. Ela afirma que o crime chocou a Bahia.
- A gente vê pela televisão e vir até aqui é uma forma de protesto - disse.
A movimentação de populares em frente à casa neste domingo foi tranqüila. De 10 em 10 minutos, carros passam e seus ocupantes gritam palavras de acusação contra o pai e a madrasta de Isabella, indiciados pela morte da menina, mas a violência é apenas verbal.
Por volta das 16h30, Antonio Nardoni, pai de Alexandre deixou o prédio onde o casal passou a noite e, em seguida, o advogado Ricardo Martins, chegou ao apartamento sem falar com a imprensa.
A decisão do indiciamento do casal foi tomada após 17 horas, em uma sessão de interrogatórios que começou na tarde de sexta-feira e só terminou na madrugada de sábado. Por volta das 4h40, o casal saiu do 9º Distrito Policial (Carandiru), em São Paulo, em direção à casa dos pais, na avenida Dr. Timóteo Penteado.
A menina de 5 anos foi encontrada ferida, no sábado, dia 29 de março, no jardim do prédio onde moram o pai, Alexandre, e a madrasta, Anna Carolina, na zona norte de São Paulo.
Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h. O casal chegou a ficar preso por 9 dias durante a investigação do crime.
