'Plano para mulheres precisa de recursos e de colaboração'
Agência Brasil
BRASÍLIA - O lançamento nesta quarta-feira do novo Plano Nacional de Políticas para as Mulheres deu início às cobranças das entidades feministas com relação à aplicação de recursos e compromissos do Poder Público.
A secretária executiva do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), Guacira de Oliveira, disse que o desafio do plano nacional é tornar-se também municipal e estadual .
- Por que não é possível realizar as medidas que estão previstas se não houver aplicação de recursos nos municípios e estados, se não houver estrutura nos municípios e estados, se não houver compromisso do Judiciário e do Legislativo - completou.
A coordenadora da Rede de Direitos Humanos (Redeh) e integrante do Conselho Nacional de Políticas para as Mulheres, Schuma Schumacher, lembrou a necessidade de um orçamento maior para a aplicação das 394 ações previstas no plano.
- Eu acho que a sociedade civil fez o seu papel de cobrar o que é preciso, além de vontade política, recursos e o envolvimento dos ministérios.
Schuma Schumacher disse sair esperançosa do evento de lançamento do plano.
A expectativa, entretanto, não foi compartilhada por todas as presentes. A deputada Luciana Genro (P-SOL-RS) se disse descrente . - A gente já viu muitos planos serem apresentados para fazer propaganda e marketing e, na prática, eles não se realizam - declarou.
Luciana entregou ao presidente Lula reivindicações da Via Campesina sobre a compra ilegal de terras na fronteira do Rio Grande do Sul.
