Direitos Humanos: Segurança da jovem presa na mesma cela com homens

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Agência Brasil

SÃO PAULO - Os desdobramentos do caso da jovem que ficou detida na mesma cela com 20 homens, na cidade de Abaetetuba, no Pará, será acompanhado de perto por uma comissão criada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) em parceria com a Ouvidoria-Geral da secretaria e o Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos. A comissão está no Pará com dois objetivos: tomar conhecimento dos fatos ocorridos no estado e garantir a integridade física da adolescente e de seus familiares.

A jovem afirmou nesta sexta-feira, aos integrantes da comissão, que foi ameaçada de morte e que recebeu "conselhos" de deixar a cidade. O pai da jovem também relatou que foi abordado por um carro, com pessoas que não conhecia, e recebeu ameaças semelhantes. A mãe recebeu telefonemas de estranhos que diziam que sua vida estava em risco.

A secretária-adjunta da Subsecretaria dos Direitos da Criança e do Adolescente, Márcia Ustra Soares, que faz parte da comissão, disse que a adolescente e os pais dela deverão ser incluídos no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçadas de Morte.

- Nós viemos aqui para tomar conhecimento dos fatos, ter acesso a documentação que diz respeito aos inquéritos administrativos e policiais que estão ocorrendo no estado, para que a gente possa oportunamente sugestionar para que o inquérito seja levado a cabo e os responsáveis sejam punidos - afirmou a secretaria.

Márcia Ustra disse que a comissão está elaborando um processo e um relatório com as informações sobre o caso. Além disso, será providenciada a documentação necessária para o deslocamento da adolescente e de seus pais para outro estado.

A secretária também afirmou que denúncias semelhantes estão chegando ao conhecimento da comissão. São mulheres que, em cidades próximas, também sofrem com irregularidades nas cadeias da região. Ela disse que esses casos também serão apurados.