Senado: servidores sem concurso empregam parentes
Portal Terra
BRASÍLIA - Funcionários não-concursados do Senado empregam parentes na Casa. Este é o caso, por exemplo, de uma secretária-geral da Mesa, Claudia Lyra. Cláudia, que foi acusada de tentar beneficiar o presidente afastado Renan Calheiros (PMDB-AL) ao revisar notas taquigráficas de seu depoimento, tem duas filhas, duas irmãs e o cunhado empregados com salários que podem chegar a até R$ 10 mil.
A obrigatoriedade de concurso público para ingresso como funcionário foi estabelecida a partir da Consituição de 1989. Os funcionários alegam que estão em situação legal pois não havia a necessidade quando entraram na Casa.
Outro caso de indicações de familiares, aparece a filha do senador José Sarney (PMDB-AP). Roseana, hoje senadora peemedebista, foi indicada como funcionária da casa em 1982. Ela está afastada do cargo desde 1990, mas terá direito à aposentadoria de R$ 5 mil mensais.
Na lista de funcionários sem concurso que teriam indicações de parentes figuram ainda o ex-secretário-geral do Senado e hoje ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Raimundo Carreiro, o diretor de recursos humanos, João Carlos Zoghbi, e o diretor-geral do Senado, Agaciel Maia.
