Senado proíbe deputados de entrarem em plenário amanhã
Leandro Mazzini, Agência JB
BRASÍLIA - Um grupo de deputados liderados por Fernando Gabeira, líder do PV na Câmara, e Chico Alencar, do PSOL, vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) a fim de obter uma liminar, em mandado de segurança, para que a sessão de amanhã no Senado, da votação sobre o caso Renan Calheiros, seja aberta.
Há pouco, os deputados, acompanhados de Luciana Genro (PSOL), Raul Jungmann (PPS) e Luiza Erundina (PSB) entraram no plenário do senado, com um pedido à Mesa Diretora para que 30 parlamentares participassem da sessão secreta.
- Nosso argumento é que a população vai nos cobrar transparência - justificou Gabeira para o vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), que os recebeu.
Tião Viana protocolou o pedido e voltou em um minuto com a resposta, pelo indeferimento.
- Tenho que obedecer ao regimento da Casa, que prevê sessão secreta. Mas se o Supremo determinar que seja aberta, vou ter que acatar, com o maior prazer.
Há a expectativa, depois das 16h, que algum ministro do STF conceda liminar para que não só os deputados, mas a imprensa e populares, participem da sessão, apesar de o voto continuar a ser secreto. A sessão que decidirá o futuro do presidente da Casa, Renan Calheiros, começa às 11h, e a previsão é que termine às 16h.
De acordo com denúncia da revista Veja, Renan é suspeito de pagar pensão alimentícia à ex-amante Mônica Veloso, com quem tem uma filha de quatro anos, através de um lobista da empreiteira Mendes Júnior. Há suspeitas de que os recursos não eram do senador.
Para que Renan perca o mandato, são precisos 41 votos dos 81 senadores em plenário. O presidente do Senado disse hoje que não renuncia ao cargo nem se licencia, como querem muitos aliados.
