Paulo Bernardo critica contratações sem concurso
Agência Brasil
BRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, criticou nesta segunda-feira as Propostas de Emenda Constitucional (PECs) que prevêem a contratação de até 260 mil servidores públicos sem concurso público nas três esferas de poder (federal, estadual e municipal).
Segundo ele, a discussão vai contra a Constituição Federal e o governo não tem dinheiro para arcar com a contratação.
- Essa discussão sinaliza que estamos abrindo mão da Constituição. Não temos nem estimativas de quantas efetivações isso proporcionaria. Temos que esclarecer isso e nos perguntar se queremos abrir mão das regras constitucionais - afirmou o ministro após cerimônia no Palácio do Planalto.
Ele questionou ainda a postura futura dessas pessoas que querem a efetivação no serviço público.
- O salário vai ser o mesmo de agora? Ou será que depois eles vão querer equiparação com os concursados? - salientou.
Segundo Bernardo, o governo não tem dinheiro para custear o "trem da alegria", como vem sendo chamada a contratação sem concurso.
- É claro que não temos dinheiro. E se tivéssemos nós teríamos que discutir a regra primeira que é a do concurso - disse.
