Polícia mata suposto líder de rebelião na Bahia
Portal Terra
SALVADOR - A polícia baiana confirmou no final desta manhã a morte do traficante Eberson Souza Santos, 27 anos, conhecido como Piti. Ele tinha fugido do Presídio Salvador, no Complexo Penitenciário de Mata Escura, no dia 26 de junho, e, mesmo fora da prisão, era apontado pela polícia como o líder do motim. Santos também seria o principal traficante de drogas em atividade na Bahia.
A rebelião durou quase quatro dias, envolvendo 700 presos. Os amotinados exigiam a volta de 51 presos transferidos para uma unidade de maior segurança, dentro do Complexo Prisional, ocorrida desde a fuga de Piti. Eles teriam ligação com o traficante.
Piti foi morto no final da madrugada, após perseguição iniciada na manhã de domingo, no município de Candeias, região metropolitana de Salvador, na qual morreram outros dois dos seus comparsas. No domingo, Piti foi atingido por um tiro no peito, mas conseguiu fugir embrenhando-se em um matagal.
À noite, ao ver um homem cambaleando pelas redondezas, parecendo estar ferido, um morador da região avisou à polícia, que reiniciou a perseguição. Piti foi localizado e atingido novamente em várias partes do corpo. A morte foi confirmada no posto médico Luis Viana, da cidade de Candeias, onde o traficante chegou sem vida, por volta das 7h30.
Os dois outros mortos na primeira abordagem, no domingo, foram Erivaldo Bispo Bomfim, 29 anos, e Erisvaldo Assis Santana, 27 anos. Eles estavam em um veículo modelo Ford EcoSport, quando foram abordados pela polícia. Com eles, foram encontradas duas pistolas, munição, maconha, R$ 2,8 mil em dinheiro, pulseiras e correntes e um anel com a letra P.
Outros dois homens estavam em outro veículo, um Fiat Siena. Um deles era Piti, que recebeu um tiro no peito, mas conseguiu furar o cerco. O traficante estava preso desde 2002, sob a acusação de ataque a uma agência do Banco do Brasil na cidade de Xique Xique. A fuga ocorreu em situações controversas, em plena luz do dia, por um buraco. Na ocasião, ele levou sete membros da quadrilha, mas deixou outros no controle da unidade prisional. Entre eles, Josevaldo Bandeira, o Val Bandeira, e Maurício Veira da Silva, o Cabeção, que estavam entre os 51 transferidos.
