Advogado diz que inquérito contra controladores é retaliação

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Portal Terra

BRASÍLIA - O advogado dos controladores de vôo, Fábio de Souza, classificou o resultado do Inquérito Policial-Militar (IPM) como uma retaliação da Aeronáutica. Para Souza, o comando não aceita a existência e ação da associação dos controladores.

O IPM, que investiga o motim realizado por controladores de vôo no dia 30 de março, quando uma crise paralisou os aeroportos do país, recomendou ao Superior Tribunal Militar a abertura de processo contra cinco controladores que estavam no Cindacta 1 no dia da paralisação.

Na opinião do advogado, o maior sinal da intransigência da Aeronáutica é o fato de dois indicados, os primeiros-sargentos Wellington Andrade Rodrigues e Edileuso Sousa Cavalcanti, fazerem parte do comando da Associação Brasileira dos Controladores do Tráfego Aéreo. - Na minha opinião a Aeronáutica está tentando minar a ação da associação - afirmou Souza.

Além de Rodrigues e Cavalcanti, os suboficiais Luiz Marques e Moisés Gomes de Almeira e o segundo-sargento Wellington Fábio de Lima também são apontados como os comandantes do motim.

Os advogados dos controladores ainda não tiveram acesso à íntegra do IPM e farão o pedido para análise do material ainda nesta segunda-feira. Souza afirmou que, apesar do resultado do IPM e da possibilidade de novas retaliações, a associação dos controladores vai continuar existindo.

Agora, a procuradora-geral da Justiça Militar, Maria Ester Henriques Tavares, analisa o inquérito para decidir se abre o processo. Caso a resposta seja positiva e os controladores condenados, eles podem ser expulsos da Aeronáutica e cumprir prisão de até 8 anos.

Na quinta-feira da semana passada, a Aeronáutica determinou a transferência de seis controladores de vôo do centro de Controle de Tráfego Aéreo de Manaus (AM), o Cindacta-4, apontados como "lideranças negativas".