STJ afasta três delegados da PF e convoca governadores
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BRASÍLIA - A ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou o afastamento de três delegados da Polícia Federal que supostamente estariam envolvidos no esquema de fraudes em licitações de obras públicas comandado pela construtora Gautama e que foi revelado pela Operação Navalha.
A determinação, entregue por um oficial de Justiça na segunda-feira à noite, atinge o diretor-executivo da PF, Zulmar Pimentel, o superintendente da instituição na Bahia, Cesar Nunes, e o secretário de Segurança da Bahia, Paulo Bezerra, de acordo com fonte da própria PF, uma vez que os nomes não foram divulgados pela ministra.
Eliana Calmon, responsável pelo inquérito da Operação Navalha, também convocou para depor o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, os governadores do Maranhão, Jackson Lago, e de Alagoas, Teotônio Vilela, o deputado distrital Pedro Passos Júnior (DF) e Ulysses Martins, procurador do Estado do Maranhão, de acordo com nota do STJ.
Os depoimentos estão previstos para quarta-feira mas ainda não foram confirmados pelos intimados. Pelos cargos que ocupam (à exceção de Rondeau), essas autoridades têm a prerrogativa de marcar a data do depoimento. Essa será a segunda fase dos interrogatórios, uma vez que a ministra concluiu na segunda-feira, após sete dias, os depoimentos de 44 suspeitos de envolvimento nas fraudes em licitações que haviam sido presos pela Polícia Federal em 18 de maio.
Segundo o STJ, três presos se negaram a depor: o dono da construtora Gautama, Zuleido Veras, e dois sobrinhos do governador Jackson Lago, Alexandre Maia Lago e Francisco de Paula Lima Junior.
Permanecem presos cinco suspeitos: Zuleido Veras, Maria de Fátima Palmeira, Vicente Coni e Abelardo Sampaio Lopes Filho, diretores da Gautama, e João Manoel Barros, funcionário da empresa.
