Supervisores só detectaram problemas com aeronave após atraso do vôo

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Agência Senado

BRASÍLIA - O supervisor de controle aéreo Alexander Barroca, em resposta ao relator da Comissão Parlamentar de Inquérito do Apagão Aéreo, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), revelou só ter tomado conhecimento de problemas com a aeronave da Gol, que se chocou com um jato particular em setembro de 2006, depois que foi detectado o atraso na chegada do vôo da Brasília.

O outro supervisor que depôs nesta segunda na CPI, Antônio Francisco Costa de Casto, disse ser "normal" que as aeronaves percam o contato por alguns momentos e acrescentou que os pilotos do jato que se chocou com o avião da Gol deveriam saber sobre a necessidade de mudança do nível de vôo de 37 mil pés para 36 mil pés após Brasília.

Presidindo a reunião, o senador Tïão Viana (PT-AC), anunciou a suspensão do depoimento dos supervisores de controle aéreo. Os supervisores haviam solicitado que seus depoimentos fossem tomados em reunião reservada, mas não havia quórum para deliberar sobre o pedido. A CPI passou, então, a ouvir o depoimento do coronel aviador Eduardo dos Santos Raulino, comandate do Cindacta I, responsável pela área de Brasília.