STJ e MP definem amanhã estratégias para investigar Gautama
Agência Brasil
BRASÍLIA - A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon deverá se encontrar amanhã, 29 de maio, com representantes do Ministério Público Federal para discutir estratégias para investigação patrimonial da construtora Gautama e dos suspeitos de envolvimento no esquema de fraudes em licitações públicas, deflagrado pela Operação Navalha, da Polícia Federal.
As informações são do Superior Tribunal de Justiça. Segundo o STJ, a reunião ainda não tem horário marcado e ocorrerá a portas fechadas, já que o inquérito tramita em segredo de Justiça. A reunião ocorrerá depois do encerramento dos depoimentos, previsto para hoje (28).
Desde as 9h, a ministra ouve a funcionária da Gautama Tereza Freire Lima. Deverão depor ainda: Rodolpho de Albuquerque Soares de Veras, filho do dono da empresa; Henrique Garcia, administrador ligado à Gautama; Abelardo Sampaio Lopes Filho, diretor da construtora e Gil Jacó Carvalho Santos, diretor financeiro da empresa.
As investigações da Operação Navalha, realizadas pela Polícia Federal a pedido do MPF, apontaram 48 supostos envolvidos. Desses, até o momento, 39 já conseguiram a liberdade por meio de alvará de soltura do STJ ou liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda permanecem presos, o dono da Gautama, Zuleido Veras, dois diretores da empresa, Vicente Coni e Maria Fátima Palmeira, e o funcionário da construtora João Manoel Barros.
No último sábado, Zuleido Veras se recusou a depor no STJ e voltou para a carceragem da Polícia Federal. Ele pediu hábeas corpus no Supremo Tribunal Federal, mas o ministro Gilmar Mendes solicitou mais informações ao STJ, antes de decidir se liberta o acusado.
