Zuleido Veras se nega a falar em depoimento
Portal Terra
BRASÍLIA - O dono da construtora Gautama, Zuleido Veras, suspeito de liderar a quadrilha investigada pela Operação Navalha, da Polícia Federal, se negou a falar em depoimento ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) neste sábado. Ele entrou às 14h30 na sala de depoimentos e permaneceu apenas 5 minutos no local. Zuleido deve retornar à carceragem da PF em Brasília, onde continuará preso.
O depoimento de Zuleido começou pouco mais de 1 hora depois de a ministra do STJ Eliana Calmon ouvir Maria de Fátima Palmeira, diretora comercial da construtora Gautama. Maria de Fátima depôs por 4 horas hoje e mais 4 horas e meia ontem e não recebeu o relaxamento da prisão após a audiência, como vinha acontecendo com os outros presos.
Logo após deixar a sala de depoimentos, Zuleido retornou à Polícia Federal. Maria de Fátima continua no prédio do STJ, pois há a possibilidade de que a ministra volte atrás e a libere ainda hoje.
A ministra Eliana Calmon solicitou à PF que outros presos fossem levados ao STJ para prestar depoimento neste sábado. Os nomes dos próximos suspeitos que devem ser ouvidos não foram divulgados.
Para a próxima segunda-feira, estão previstos os depoimentos dos últimos sete dos 47 presos pela Polícia Federal. Serão ouvidos o filho de Veras, Rodolpho de Albuquerque Soares de Veras; o engenheiro e diretor da empresa Abelardo Sampaio Lopes Filho; o diretor financeiro Gil Jacó Carvalho Santos; Dimas Soares de Veras, que além de empregado da construtora é irmão de Zuleido; a secretária da Gautama, Tereza Freire Lima; o funcionário Henrique Garcia de Araújo, que, segundo a PF, administra uma fazenda usada para legalizar o dinheiro obtido com os delitos mediante a compra e venda de gado e de João Manoel Soares Barros, também funcionário da Gautama.
Segundo a assessoria do STJ, até o momento, o deputado distrital Pedro Passos (PMDB-DF) não formalizou a intenção de depor. Passos deveria ter sido ouvido na última quarta-feira, mas foi solto na noite anterior, após obter habeas-corpus concedido pelo ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. No mesmo dia, a ministra Eliana Calmon retirou o nome do distrital da relação de depoentes por acreditar que, uma vez solto, ele não voltaria ao STJ para depor.
