Zuleido se recusa a depor no STJ e continua preso
Leandro Mazzini, Agência JB
BRASÍLIA - O dono da Gautama, Zuleido Veras, preso na operação Navalha da Polícia Federal, se recusou a prestar depoimento hoje no Superior Tribunal de Justiça. Entrou mudo e saiu calado do prédio do tribunal, em Brasília, e voltou para a carceragem da superintendência da PF.
A diretora comercial da Gautama, Maria de Fátima Palmeira, depôs hoje durante nove horas para a ministra do STJ Eliana Calmon, mas continuou detida, ao contrário de outros envolvidos presos na operação Navalha, que foram libertados.
- É uma injustiça mantê-la presa. Não há nenhum motivo e nenhum pressuposto para a prisão preventiva. Acredito que a ministra vai soltá-la depois do depoimento do Zuleido - disse a advogada de Fátima, Sônia Rao.
De acordo com a PF, Fátima é suspeita de pagar propinas a políticos em benefício da Gautama, empresa que venceu licitações fraudulentas e superfaturou obras do governo federal em vários Estados.
Como Zuleido se negou a depor, a ministra do STJ convocou outros três detidos na PF que deporiam na segunda-feira. Todos eles são diretores da Gautama: o filho de Zuleido, Rodolpho de Albuquerque Soares de Veras, a funcionária Tereza Freire Lima e o administrador Henrique Garcia.
Na segunda-feira serão ouvidos os diretores Abelardo Sampaio Lopes Filho, Gil Jacó Carvalho Santos, e o irmão do dono da empresa, Dimas Soares de Veras
