FAB confirma aproximação perigosa de aeronaves
Portal Terra
BRASÍLIA - A Força Aérea Brasileira (FAB) informou, em nota divulgada nesta quinta-feira, que o Cindacta-1 realizou uma verificação sobre o suposto incidente de tráfego aéreo relatado na CPI da Crise Aérea. A FAB confirmou a aproximação de duas aeronaves, um Airbus (grande porte) e um Sêneca (pequeno porte), ocorrida no dia 11 de maio.
Segundo o comunicado, "constatou-se falha do controle em garantir a separação vertical prevista de 300 m". O levantamento apontou que as aeronaves se aproximaram a uma distância de 200 m na ocasião.
O presidente da Associação Brasileira dos Controladores de Tráfego Aéreo, Wellington Rodrigues, confirmou na terça-feira, durante depoimento da CPI do Apagão Aéreo na Câmara, que o acidente envolvendo as duas aeronaves esteve próximo de acontecer.
- Só não sei o tipo de aeronave, se era Airbus ou Boeing. A informação que tive é que passaram bem próximo uma da outra - afirmou Rodrigues.
Confira a íntegra da nota da FAB:
"Na terça-feira (22/5), quando da menção de um suposto incidente de tráfego na área do Centro Brasília (ACC), envolvendo duas aeronaves de grande porte, o CINDACTA I realizou ampla verificação nos registros de ocorrências, não tendo encontrado nenhum caso como o descrito à CPI da Crise Aérea.
Para dirimir dúvidas a respeito dessa questão, o Diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), Major-Brigadeiro-do-Ar Ramon Borges Cardoso, determinou uma verificação nas outras duas áreas de controle do CINDACTA I (controle de aproximação-APP e torre-TWR), tomando por base a aproximação de aeronaves de qualquer tipo, como explicado hoje à CPI.
Após a verificação solicitada, constataram-se duas ocorrências no APP-Brasília:
a) no dia 5 de maio, ocorreu uma aproximação entre uma aeronave comercial e um avião-laboratório da Força Aérea Brasileira (FAB) que realizava aferição em equipamentos do aeroporto e que estava em contato visual com o jato comercial, não representando qualquer perigo; e,
b) no dia 11 de maio, um Airbus (grande porte) e um Sêneca (pequeno porte) se aproximaram a uma distância de 1.300 metros na separação lateral e 200 metros na separação de altitude. Feita análise, constatou-se falha do controle em garantir a separação vertical prevista de 300 metros nesse setor.
Brigadeiro-do-Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica"
