Ministra ouve mais depoimentos de envolvidos na Operação Furacão
Agência Brasil
BRASÍLIA - A ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ouviu até a madrugada desta quarta-feira 11 presos pela Operação Furacão da Polícia Federal.
Estavam previstos mais dois depoimentos, do presidente da Companhia Energética do Piauí (Cepisa), José Targa Juni, e do empresário José Edson Vasconcelos Fontenelle, mas foram suspensos por causa da hora.
Com isso, Targa Juni e Vasconcelos Fontenelle prestarão depoimento na manhã desta quarta-feira.
Todos são acusados de integrar um esquema que fraudava licitações públicas e desviava recursos de obras e programas federais como o Luz para Todos.
Oito depoentes que permaneciam presos na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, foram soltos pela ministra Eliana Calmon à medida que iam sendo ouvidos.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, revogou a prisão de mais quatro acusados, entre eles o deputado distrital Pedro Passos, do PMDB.
O depoimento de Pedro Passos estava marcado para ser o primeiro desta quarta-feira, mas com a revogação de sua prisão, a ministra Eliana Calmon retirou o nome do parlamentar da lista de depoentes. Como em liberdade o deputado não é obrigado a apresentar sua versão ao STJ, a ministra não espera contar com o depoimento do parlamentar. O
s outros três investigados beneficiados por habeas corpus concedidos pelo ministro Gilmar Mendes foram o prefeito de Camaçari, na Bahia, Luiz Carlos Caetano, o diretor do Detran de Alagoas, Marcio Fidelson Menezes Gomes, e o lobista José Edson Vasconcelo Fontenelle. Também foi ouvido ontem o presidente afastado do Banco de Brasília, Roberto Figueiredo Guimarães, que já estava em liberdade desde o último domingo, beneficiado por um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes.
