Sindicato: 90% dos controladores de vôo têm outra atividade
Agência JB
BRASÍLIA - Em depoimento na CPI da Crise Aérea na Câmara dos Deputados, o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Proteção ao Vôo, Jorge Botelho, afirmou nesta terça-feira que mais de 90% dos controladores de vôo desempenham outra atividade para complementar seus salários. Ele explicou que muitos profissionais são taxistas, motoristas de ônibus e comerciantes nas horas de folga.
Botelho lembrou que a remuneração máxima dos controladores civis é R$ 3.200 e, dos militares, de R$ 4.800. Questionado pelo deputado Vic Pires (DEM-PA), um dos parlamentares que propuseram o depoimento de Botelho, este admitiu que os "bicos" atrapalham e colocam em risco a aviação civil no Brasil.
O presidente do sindicato apontou, além dos problemas financeiros, a ausência de estímulos para a carreira e a descrença no sistema de controle aéreo como duas das razões para os controladores buscarem outras atividades.
Botelho também criticou a falta de cursos de inglês para os controladores de vôo. O sindicalista afirmou que os controladores aprendem apenas termos básicos da fraseologia e termos técnicos:
- Eles não dominam a língua nos níveis que são exigidos pelas organizações internacionais.
