Navalha: Mais dois acusados são liberados após depoimento no STJ

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Agência Brasil

BRASÍLIA - Outros dois acusados presos pela Operação Navalha, da Polícia Federal, prestaram depoimento à ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e foram liberados. São eles: Denilsson de Luna Tenório, ex-sub-secretário de Infra-Estrutura de Alagoas; e Enéas de Alencastro Neto, representante do governo de Alagoas em Brasília. Nesta segunda, todos os suspeitos foram liberados após deporem. Até agora, 15 pessoas foram soltas.

Neste momento ainda são tomados os depoimentos do diretor de Obras da Secretaria de Infra-Estrutura de Alagoas, José Vieira Crispin; e do diretor do Detran de Alagoas, Márcio Fidelson Menezes. Do grupo da tarde, serão ouvidas mais seis pessoas: o chefe de gabinete do Ministério de Minas e Energia, Ivo Almeida Costa; o servidor do Ministério de Minas e Energia, Sérgio Luiz Pompeu Sá; o presidente da Companhia Energética do Piauí, Jorge Targa Juni; o prefeito de Camaçari (BA), Luiz Carlos Caetano; o assessor do secretário de Infra-Estrutura de Camaçari (BA), Edílio Pereira Neto; e o empresário José Edson Vasconcelos Fontenele.

Na segunda, a ministra livrou da prisão todas as pessoas que prestaram depoimento. Entre os que tiveram o relaxamento da prisão estão o filho do governador de Sergipe, João Alves Neto, o prefeito de Sinop (MT), Nilson Aparecido Leitão, e o superintendente de Produtos de Repasse da Caixa Econômica Federal, Flávio José Pin.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de habeas corpus do presidente da Companhia Energética do Piauí (Cepisa), Jorge Targa Juni, um dos investigados.Juni entrou com um pedido de extensão de liminar deferida no habeas corpus do conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil Ulisses César Martins de Souza, ex-procurador-geral do Maranhão. De acordo com Gilmar Mendes, a extensão do habeas corpus só poderia ser concedida se a situação de Juni fosse idêntica ao do caso do conselheiro da OAB.

A Operação Navalha, da Polícia Federal, prendeu na semana passada 47 pessoas acusadas de participar de esquema de desvio de recursos destinados a obras públicas. O esquema seria chefiado pela construtora Gautama, de propriedade de Zuleido Veras.