Agricultores protestam em frente ao Ministério da Fazenda
Agência Brasil
BRASÍLIA - Integrantes do movimento Grito da Terra Brasil fizeram nesta terça-feira uma manifestação em frente ao Ministério da Fazenda. Eles foram recebidos para audiência pelo ministro interino da Fazenda, Nelson Machado. A mobilização dos agricultores do Grito da Terra Brasil é promovida desde 1995 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura (Contag).
Entre as reivindicações apresentadas ao Ministério da Fazenda estão o aumento da assistência técnica e do crédito rural, a ampliação da reforma agrária, das leis trabalhistas para o homens e mulheres do campo e das políticas sociais, como saúde, previdência, educação e assistência social.
O vice-presidente da Contag, Alberto Hercílio Broch, pediu durante o protesto em frente ao Ministério da Fazenda a liberação de R$ 12 bilhões para a agricultura familiar e mudanças no índice de produtividade. Segundo ele, os critérios utilizados hoje são de 1970.
- Para cumprir a lei de desapropriação existem critérios chamados índices de produtividade que mostram se existe uma função social da terra. Mas a lei tem quase 40 anos e mudou tanta coisa - disse Broch.
A Contag pede ainda a garantia do preço e comercialização dos produtos agrícolas, além de mais atenção para a armazenagem. Amanhã, os organizadores do Grito da Terra esperam ser recebidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto.
De acordo com o presidente da Contag, Manoel dos Santos, a pauta de reivindicações do Grito da Terra foi entregue ao presidente Lula no dia 12 de abril.
- Iniciamos um processo de negociação com os ministérios a partir do dia 15 de maio. Avançamos já em vários pontos, mas nos pontos mais periféricos - avaliou Santos, em entrevista à Rádio Nacional.
- Achamos que o governo não vai assumir o compromisso de assentar 1 milhão de famílias em quatro anos, mas o governo precisa dizer. Não pode ficar como está, sem sequer dizer qual é o seu compromisso. Se o governo não quer se comprometer com 250 mil famílias por ano, diga quanto vai fazer. É 100 mil, 150 mil? Agora temos que ter um compromisso do governo para poder acompanhar e avaliar se o governo está na direção da busca do cumprimento das metas.
