Tarso diz que acusação da PF a Rondeau não tem prova definitiva

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BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, confirmou nesta segunda-feira que o relatório da Polícia Federal sobre a Operação Navalha acusa o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, de ter recebido R$ 100 mil como propina da Construtora Gautama. A Operação Navalha, deflagrada na quinta-feira, prendeu 46 pessoas acusadas de fraudar licitações de obras públicas para favorecer a Gautama, do empresário Zuleido Veras. Entre os presos está o assessor especial do ministro Rondeau, Ivo Almeida Costa, que teria intermediado liberação de recursos do programa Luz para Todos, para beneficiar a Gautama com obras no Piauí.

- O relatório estabelece este nexo (com o ministro Rondeau), que não é definitivo, como o próprio relatório diz - disse Tarso Genro a jornalistas ao sair de um encontro da Associação Brasileira de Municípios, num hotel de Brasília.

Tarso Genro adotou a versão divulgada por assessores de Rondeau, segundo a qual as evidências coletadas pela PF não justificam a acusação contra ele. O dinheiro da Gautama, supostamente enviado a Rondeau, teria sido entregue ao assessor especial do Ministério, Ivo Almeida Costa, no dia 13 de março, no andar em que funciona o gabinete do ministro. A PF anexou ao relatório fotos que mostram Maria de Fátima Palmeira, funcionária da Gautama, transitando entre o elevador privativo e o corredor que leva ao gabinete de Silas Rondeau e a outras salas, no oitavo andar do prédio.

- A própria Polícia Federal diz que não há nenhuma prova física da entrega e de comprometimento presencial do ministro Silas - argumentou Tarso Genro. Antes de fazer esta ressalva, o ministro da Justiça havia afirmado que a polícia fez 'uma operação exemplar' e produziu um relatório 'altamente qualificado'.