Papaléo, que recebeu R$ 100 mil da Gautama, se diz surpreendido
Leandro Mazzini, Agência JB
BRASÍLIA - O senador Papaléo Paes (PSDB-AP) se defendeu na tribuna do Senado, hoje à tarde, pelo fato de ter sido citado em reportagens como beneficiário de R$ 100 mil da Gautama na campanha para o governo do Estado de Amapá ano passado.
- É de conhecimento de todos que o caixa 2 irriga as campanhas , mas esse não foi o meu caso, e jamais será. Recebi da Gautama para minha campanha a governador R$ 100 mil para que pudesse cumprir com minhas obrigações com meu eleitor, mas uma coisa que fique clara: não tenho estrutura para rastrear se a empresa A ou B tem problemas com a justiça.
Na operação Navalha realizada semana passada pela Polícia Federal, toda a direção da Gautama - inclusive o dono da empreiteira, Zuleido Veras - foi presa. A empresa é acusada de superfaturar obras e de vencer licitações fraudulentas em pelo menos cinco ministérios, corrompendo autoridades.
- Se o presidente da República tem toda essa estrutura e passa abatido, por que eu tenho que averiguar isso? Se a empresa tal tem relações com o ministério A, ou um governo do Estado, ou uma prefeitura de um lugar, como vou saber disso? - defendeu-se Papaléo.
O senador Delcídio Amaral (PT-MS) já chegou ao Senado e não quis falar com a imprensa. Preferiu fazer seu discurso primeiro.
3 de agosto de 2006, depositado em nome do cnpj do senador.
