OAB pede afastamento do governador de Alagoas

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Portal Terra

RIO - O escândalo da Construtora Gautama Ltda, envolvendo o governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB), fez com que a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL), Omar Coelho de Mello, pedisse o afastamento do governador do cargo para se elucidar "toda essa sujeira".

O governador é citado em gravações da Polícia Federal, como supostamente tendo se encontrado, por três vezes, com o dono da Gautama, Zuleido Veras, o "poderoso chefão" do esquema, segundo a polícia.

Além disso, Zuleido teria ido a Alagoas, onde teria tido acesso ao escritório de Vilela, na época, senador, para pagar a propina.

A intermediação teria sido feita pelo ex-representante do governo alagoano em Brasília, Enéas Alencastro, e pelo superintendente do Centro de Cultura e Exposições, João Ferro, irmão do governador.

Alencastro era chefe de gabinete de Teotônio Vilela, quando ele era senador em Brasília. João Ferro era tesoureiro da campanha de Vilela e é dono de uma casa de festas, no bairro de Santa Amélia, onde o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB) e Vilela passam o Ano-Novo junto, há 15 anos.

Para o presidente da OAB, Vilela deve convocar entrevista coletiva imediatamente.

- Caso contrário, o que, francamente, não espero nem desejo, se não houver condições de dizer somente a verdade, que se afaste do governo até a elucidação de toda essa "sujeira", num ato de amor ao seu povo e em respeito à memória do grande menestrel das Alagoas, Teotônio Vilela, seu pai - diz Coelho, em nota.

Ele pede ainda investigação em contratos de outras empreiteiras alagoanas.

Na manhã desta segunda, durante o lançamento do Selo Unicef 2007/2008, o governador avisou que não falaria com a imprensa. Em discurso no lançamento do programa, Vilela não falou das denúncias.

De acordo com sua assessoria, todos os contratos envolvendo a empresa Gautama Ltda e o governo estão sob investigação da Controladoria Geral do Estado.

- O governador só se pronuncia depois disso - explicou a assessoria.