Delação premiada deve favorecer dono da Gautama
Portal Terra
BRASÍLIA - A Polícia Federal e o Ministério Público devem oferecer o benefício da delação premiada ao empresário Zuleido Soares Veras, dono da construtora Gautama, supostamente envolvida na rede de corrupção investigada pela Operação Navalha. Com isso, ele deve ter a pena reduzida em troca de informações que ajudem a desvendar como funcionava o esquema de fraude em licitações. As informações são da jornal O Estado de S. Paulo.
Segundo a PF, o dono Gautama teria comandado a fraude com a ajuda de seis funcionários, um empresário e vários servidores, entre eles, o ministro de Minas e Energia Silas Rondeau.
Rondeau teria recebido R$ 100 mil de propina em troca do favorecimento dado a construtora Gautama em uma licitação. A fraude teria ocorrido no programa Luz para Todos, que leva energia para zonas rurais. O ministro nega envolvimento no esquema.
Nesta segunda-feira, a ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), começa a ouvir os presos na operação, deflagrada na última quinta-feira. O primeiro a depôr deve ser Flávio Conceição de Oliveira Neto, ex-chefe da Casa Civil do Sergipe e atual conselheiro do Tribunal de Contas Estadual daquele Estado.
Mais de 40 pessoas foram presas, suspeitas de participarem de um esquema de desvio de recursos de obras públicas, em oito Estados e no Distrito Federal.
Entre os presos também está o ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares. O advogado dele, José Antônio Almeida, deve entrar nesta segunda-feira no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar adiar o depoimento do político, marcado para esta segunda-feira. O advogado José Antônio Almeida, que representa o ex-governador, alegará não teve acesso à íntegra do inquérito.
O ex-governador do Maranhão e o presidente do Banco Regional de Brasília, Roberto Figueiredo Guimarães, que também é consultor financeiro daquele Estado, foram os primeiros dos envolvidos no esquema a serem soltos. Eles foram beneficiados neste domingo com um habeas-corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
