Pena de 52 anos para acusado de matar menina de 11 anos é mantida

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Agência Brasil

BRASÍLIA - O juiz Raimundo Moisés Alves Flexa manteve nesta segunda-feira a sentença de 52 anos de prisão para Ronivaldo Guimarães Furtado, o primeiro caso de condenação por um crime relacionado ao trabalho infantil doméstico. Ele matou a menina Marielma de Jesus Sampaio, que trabalhava como babá para ele e sua mulher, Roberta Sandreli Monteiro Rolim. Roberta também participou do crime, que ocorreu em 12 de novembro de 2005.

Neves manteve a condenação anterior de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado, estupro e porte ilegal de arma. Segundo o juiz, o crime nega a racionalidade humana , já que foi cometido de forma animalesca .

- Mais uma vez, a Justiça foi feita e os senhores jurados podem ir para casa descansar tranqüilos.

O primeiro julgamento ocorreu no ano passado e Furtado foi condenado a 52 anos de prisão. A legislação penal dá direito a um novo julgamento para quem recebe pena acima de 20 anos, o que foi pedido pela defesa.

A esposa de Ronivaldo, Roberta, também será julgada novamente nesta quinta-feira (11). Ela foi condenada a mais de 20 anos de prisão por homicídio quadruplamente qualificado e cárcere privado.

A condenação do casal se tornou emblemática para diversos movimentos sociais de combate à exploração de trabalho infantil. O assassinato de Marielma teve repercussão internacional por conta da violência: além de abuso sexual, a menina teve fraturas no crânio, costelas, pulmões perfurados, baço e rins rompidos e marcas de tortura, como choques elétricos.