Ministro: Brasil não estuda novas quebras de patente
Agência Brasil
SÃO PAULO - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou nesta sexta-feira que o ministério não estuda novas quebras de patente de medicamentos. Horas antes, na cerimônia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o ato de quebra de patente do Efavirenz, remédio usado no combate à aids, o próprio Lula disse que o País pode adotar a medida com outras empresas farmacêuticas que não operem com "preços justos".
- Não existem outros medicamentos. Existe o fato de nós estarmos apresentando hoje a assinatura do decreto de licenciamento compulsório do Efavirenz - disse Temporão, depois de o presidente assinar o decreto. Temporão informou que o governo negocia a redução de preço de outro remédio também usado no tratamento da aids.
Com o licenciamento, o Brasil poderá comprar genérico do Efavirenz ou produzi-lo. O Efavirenz é um dos 17 remédios distribuídos gratuitamente pela rede pública de saúde para tratamento da aids. Cerca de 75 mil pessoas utilizam o medicamento no país.
