Lula defende que embaixadas brasileiras tenham sede própria

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Agência JB

BRASÍLIA - Em discurso na formatura de 29 diplomatas do Instituto Rio Branco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira que as embaixadas brasileiras tenham sede própria e não precisem pagar aluguel.

- Comprar os nossos prédios nos países estrangeiros é uma demonstração de que a gente está naquele país definitivamente, com marca registrada. A cara do Brasil, a bandeira do Brasil, a casa do Brasil - afirmou na cerimônia no Palácio do Itamaraty.

Lula citou como exemplo o caso da embaixada do Brasil na Alemanha. Segundo ele, o aluguel que o governo brasileiro vem pagando pelo prédio onde está a representação seria possível comprar uma sede própria.

- Eu não sei qual é o falso moralismo ou qual é a implicância de que um país como o Brasil não pode comprar embaixada lá fora? - indagou.

Aos novos diplomatas, o presidente disse que eles não devem aceitar submissão nas negociações internacionais.

- Nós não somos nem maiores, nem menores que ninguém, nem mais, nem menos importante. Queremos respeitar todo mundo, mas queremos ser respeitados e queremos, ao mesmo tempo, fazer com que a voz desta nação seja ouvida em todos os quadrantes do mundo - recomendou.

Ele afirmou que a diplomacia brasileira deve dar o mesmo tratamento para países pobres e ricos.

- A mim não importa que tenhamos um embaixador em São Tomé e Príncipe e um embaixador em Nova York. A mim importa que independentemente do continente em que estejam, independentemente da sua população ou do seu PIB, a diplomacia brasileira precisa tratá-los em igualdade de condições, levando em conta, obviamente, as diferenças do que está sendo negociado.

O presidente Lula reafirmou que a prioridade da política externa de seu governo é a aproximação com os países sul-americanos. Lembrou, no entanto, que o Brasil deve olhar também para a Ásia.

- O Brasil precisar, também, se aproximar da Ásia, a região do mundo que mais cresce. Com a China, Índia e o Japão já temos parcerias adiantadas. O sudeste asiático é uma fronteira que temos que desbravar melhor - recomendou.