CPI do Apagão Aéreo começa em 20 dias no Senado

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Leandro Mazzini, Agência JB

BRASÍLIA - A CPI do Apagão Aéreo virou uma realidade no Senado, hoje à tarde, depois de uma reunião entre os líderes partidários e o presidente da Casa, Renan Calheiros.

Os partidos terão 20 dias para apresentar nomes para os cargos.

- Ficou decidido que a leitura do requerimento da CPI será lida no Senado amanhã pelo presidente Renan - disse o líder do DEM (Ex-PFL), senador José Agripino Maia.

O prazo para a instalação da CPI foi considerado razoável tanto por oposicionistas quanto por governistas. Esse período, no entanto, pode ser favorável ao governo, que pretende centrar as investigações na Câmara, onde tem maioria. O Supremo Tribunal Federal julga amanhã um mandado de segurança da oposição para anular o arquivamento da comissão na Câmara. Há a possibilidade de a investigação na Casa começar antes que o Senado inicie os trabalhos. Até a oposição reconhece isso.

- A CPI é uma necessidade da sociedade e só haverá modificação se houver um amplo acordo entre as bancadas da Câmara e do Senado - complementou Agripino.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB), também saiu da reunião com o discurso de que pode haver um acordo, dentro do prazo, para que a CPI fique na Câmara.