Passageira vai à Justiça por gasto com coxinha

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Portal Terra

RIO - Em meio à maior crise aérea brasileira, uma passageira resolveu buscar os seus direitos e ingressou no Procon, órgão de defesa do consumidor, para ser ressarcida pela compra de duas coxinhas por R$ 7,60. Sem acordo com a companhia aérea, ingressou na Justiça. A compra foi feita enquanto ela esperava por 7 horas, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, por um vôo para Caldas Novas, em Goiás.

O Procon marcou uma reunião de conciliação entre ela e a empresa aérea, mas não houve acordo, segundo o Fantástico. A empresa aérea não aceitou pagar os R$ 7,60 e nem emitiu um pedido de desculpas.

Sem acordo, a passageira decidiu dar um segundo passo. Entrou com uma ação na Justiça, no Tribunal de Pequenas Causas. O caso ainda não foi julgado.

No Rio de Janeiro, Carlos Gustavo e a mulher voltavam de Natal, no Rio Grande do Norte, em dezembro do ano passado. O vôo atrasou 10 horas e o casal teve de dormir no aeroporto.

- Assim que eu cheguei aqui (no Rio de Janeiro) eu falei: não posso deixar isso assim. A primeira coisa que eu fiz foi ligar para o meu advogado - conta Gustavo.

Numa decisão inédita, a empresa aérea foi condenada em primeira instância a pagar R$ 2,5 mil.

Como ninguém sabe quando o caos aéreo vai terminar, Procons de vários Estados estão distribuindo nos aeroportos Códigos de Defesa do Consumidor e respondendo às dúvidas mais freqüentes dos passageiros.