Sindicato dos Aeroviários aconselha funcionários a abandonarem guichês

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Agência Brasil

BRASÍLIA - A presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, recomendou nesta segunda-feira que os funcionários de empresas aéreas abandonem os guichês quando acontecerem tumultos nos aeroportos por causa da crise no tráfego aéreo. Segundo ela, a recomendação é para garantir a proteção dos trabalhadores, que acabam agredidos, física ou verbalmente, por passageiros irritados com a impossibilidade de viajar.

- Devem abandonar o check-in para evitar agressões, pois os funcionários ficam em uma posição muito difícil - disse a sindicalista, que lembrou o caso da agressão de um passageiro a Margareth Soares, funcionária da BRA, na última sexta-feira, no Aeroporto Internacional Tom Jobim.

Selma Balbino também acusou a Empresa de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de terem sido omissas durante os tumultos.

- Naquele momento, em que a greve era dos controladores e a responsabilidade era do Ministério da Defesa, a Anac teria de fazer o papel de se comunicar com o público, em comum acordo com as empresas. E a Infraero tem o seu serviço de segurança e deveria ter chamado as polícias Civil e Federal, para ficar de prontidão e tomar providências imediatamente. São duas omissas.

A presidente do Sindicato dos Aeroviários, que tem 11.300 filiados em todo o país, também disse que considera o movimento deflagrado pelos controladores militares justo, mas que falta esclarecer alguns detalhes:

- Eu até quero acreditar que seja o resultado de um governo democrático-popular, que permite que trabalhadores, mesmo militares, se posicionem. Porque se não for, é muito mais grave. Eu vejo, inclusive, uma tentativa de desestabilização do governo Lula nessa postura tão radicalizada dos controladores de vôo. Eu fico muito preocupada com isso - afirmou a sindicalista.

As assessorias de imprensa da Infraero e da Anac foram procuradas, mas não responderam às acusações da sindicalista.