Depoimentos sobre incêndio em alojamento de africanos serão dados hoje
Agência Brasil
BRASÍLIA - O diretor de Serviços Gerais e Segurança da Universidade de Brasília (UnB), Weglisson Medeiros Ferreira, disse que a segurança no prédio da Casa dos Estudantes foi reforçada com um guarda em cada andar, além da portaria.
Segundo Medeiros, os atritos entre os estudantes brasileiros e africanos já aconteciam há pelo menos seis meses, inclusive com episódios de luta corporal. Medeiros disse que no dia 28, quando chegou ao local do incêndio, o fogo já havia sido apagado.
- Chegamos para dar apoio aos estudantes.
Ele é uma das oito pessoas que a Polícia Federal deve ouvir nesta sexta-feira sobre o incêndio em três apartamentos ocupados por estudantes africanos em alojamento da UnB. Ontem, a Polícia Federal instaurou inquérito para investigar o caso. A assessoria de imprensa da PF informou que os depoimentos começaram por volta das 9h. Serão ouvidos alunos, funcionários e seguranças.
No final da tarde desta sexta-feira, a PF deve divulgar um balanço sobre o início das investigações. Representantes do Congresso Nacional, da Polícia Federal e da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) do governo federal se reuniram nesta quinta-feira com o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Milholland, para discutir o incêndio na Casa dos Estudantes.
O dia 28 de março foi instituído como o Dia da Igualdade Racial na UnB. A decisão foi anunciada na quinta-feira, pelo reitor da universidade Timothy Milholland.
