Zuanazzi: grande problema da aviação é Congonhas
Portal Terra
BRASÍLIA - O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, disse nesta quarta-feira, na capital paulista, que não vê crise ou caos no setor aéreo brasileiro.
- Temos problemas e o gargalo mesmo está em São Paulo - afirmou se referendo ao Aeroporto de Congonhas, que, segundo ele, recebe 18 milhões de passageiros por ano, superior a capacidade indicada.
Conforme Zuanazzi, no final da atual reforma em Congonhas, a capacidade máxima será de 12 milhões de passageiros por ano, ainda inferior ao adequado.
- Essa infra-estrutura não seguiu o aumento da demanda e agora estamos correndo atrás do tempo perdido, disse.
Segundoo o presidente da Anac, Congonhas deveria ser um aeroporto para ponte aérea (São Paulo-Rio) e para aviação executiva.
- O aeroporto hoje não pode parar porque muitos vôos passam por ele.
O outro problema da aviação brasileira, segundo Zuanazzi, é os controladores de vôo. Nesta função, são "registradas muitas evasões". "Os controladores querem ter uma carreira Civil e o presidente da República terá de tomar uma decisão quanto a isso. Atualmente, a grande maioria é militar.
- A vantagem de manter o cotnrole de tráfego aéreo com a Força Aérea é a economia, porque o mesmo serveria para esse monitoramento e para a defesa do espaço aéreo.
