Agente que tentou suicído responderá inquérito em Florianópolis
Portal Terra
FLORIANÓPOLIS - A agente de trânsito Evelise Colim Rolz da Silva, 39 anos, que tentou o suicídio na terça-feira, durante a reconstituição do assassinato da menina Gabrielli Cristina Eichholz, responderá a inquérito policial pelo fato de ter tentado contra a sua própria vida e de ter tomado a arma de um A bala não atingiu nenhum órgão, e Evelise deixou o hospital na sexta-feira. O ato gerou muito desconforto entre a Polícia Civil e a Companhia de Desenvolvimento e Urbanização de Joinville (Conurb) -, responsável pela Guarda Municipal de Joinville. O delegado regional Dirceu Augusto Silveira Júnior disse que a atitude da mulher poderia ter consequências maiores e questiona se ela tinha condições de trabalhar na rua. "Era uma pessoa que estava no local para nos ajudar com o trânsito e de repente criou toda essa confusão", disse. "Ainda bem que o pedreiro Oscar (suspeito do assassinato de Gabrielli) já havia sido retirado, pois caso contrário, poderia ocorrer um grande tumulto".
O diretor do órgão onde a agente trabalha há sete anos, Afonso Carlos Fraiz, afirmou que Evelise é a "pessoa mais doce da corporação" e garantiu que não irá abrir nenhuma sindicância para apurar o fato. "Se a polícia já abriu um inquérito, não tem por que eu abrir uma sindicância interna".
Fraiz destacou que no prontuário de Evelise não consta nenhum problema de ordem médica ou psicológica que impossibilitasse ou colocasse em dúvida o seu trabalho. "Não havia nada que a desabonasse, mas não justifica o que ela fez", destacou. Ele informou que o apoio do município agora é dedicado à família da agente.
Evelise é mãe de duas meninas - de 14 e 10 anos -, e de um garoto de 11 anos. Segundo os companheiros de trabalho, nunca havia reclamado de problemas pessoais e é brincalhona e sorridente. Uma amiga que a visitou garantiu que a agente se arrependeu do ato assim que encontrou os pais, o marido e os três filhos.
Para o diretor do Conurb, a carga emocional diante da reconstituição pode ter sido o grande motivo da tentativa de suicídio. "Havia muita tensão e apelo popular diante daquela brutalidade", disse. "Ela pode ter se colocado no lugar da mãe daquela criança".
Na semana que vem, Evelise prestará depoimento na Polícia Civil de Joinville. Ela responderá por ter tirado uma pistola de um policial civil e atirado contra o próprio peito. "Colocou em risco todo o isolamento e esquema de segurança que criamos", disse o delegado regional.
