Paulo Nogueira Batista Jr. é designado representante do Brasil no FMI
Agência EFE
BRASÍLIA - O Governo brasileiro designou como seu representante no Fundo Monetário Internacional (FMI) o economista Paulo Nogueira Batista Jr., que foi um dos principais defensores da moratória da dívida externa declarada pelo Brasil há 20 anos e um crítico do organismo multilateral.
A designação foi confirmada hoje pelo Ministério da Fazenda em comunicado, mas sua nomeação, segundo a nota, ainda depende da aprovação de Colômbia, Equador, Guiana, Haiti, República Dominicana, Suriname e Trinidad Tobago, países que integram a circunscrição do Brasil no organismo.
Caso a nomeação seja aprovada, Batista Jr. substituirá Eduardo Loyo como diretor-executivo do Brasil no FMI. Loyo foi nomeado há dois anos, mas renunciou ao cargo por motivos pessoais.
Batista Jr., de 51 anos, é professor da Fundação Getulio Vargas e colunista do jornal 'Folha de S. Paulo'.
Seus artigos se caracterizam por duras críticas à política monetária ortodoxa adotada pelo Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu primeiro mandato (2003-2006) e à ortodoxia do FMI.
Como assessor para assuntos da dívida externa do Ministério da Fazenda, o economista foi um dos defensores da moratória da dívida externa declarada pelo Brasil em 1987 durante o Governo do então presidente José Sarney (1985-1990).
Batista Júnior também foi secretário especial para assuntos econômicos do Ministério de Planejamento entre 1985 e 1986 e é autor do livro 'Brasil e a Economia Internacional: Recuperação e Defesa da Autonomia Nacional'.
O Brasil pagou antecipadamente, em dezembro de 2005, toda sua dívida com o FMI, que venceria em 2007 e chegava a US$ 15,5 bilhões.
