Indonésia se interessa por modelo brasileiro de gestão florestal

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Agência JB

RIO - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reuniu-se, nesta quinta-feira, com o ministro das Florestas da Indonésia, Malam Sabat Kaban, que manifestou o interesse de conhecer a Lei de Gestão de Florestas brasileira, em vigor desde março do ano passado, e trocar experiências com o governo do Brasil.

Kaban disse que Marina Silva encorajou a cooperação entre os países com grandes extensões de florestas tropicais, para buscar o desenvolvimento sustentável. De acordo com ele, a Indonésia também tem buscado preservar o meio ambiente:

- Atualmente, protegemos 20 milhões de hectares de florestas tropicais por meio de unidades de conservação. Essa é a mesma área que o Brasil protege.

Ele destacou outras medidas tomadas pelo governo indonésio para impedir a devastação das florestas, como mudanças na legislação que tornaram crime a exploração ilegal de madeira e a assinatura de memorandos de entendimento com países e zonas econômicas considerados grandes consumidores de madeira - China, Estados Unidos, Reino Unido, Japão e União Européia, entre outros.

O ministro disse ainda que a lei brasileira é um exemplo de parceria:

- O governo está trabalhando com o povo para obter avanços na exploração das florestas sem prejudicar o meio ambiente. Na Indonésia, estamos estimulando a cooperação entre o governo nacional e as comunidades locais, para a preservação dos nossos parques.

Aprovada em fevereiro de 2006 pelo Congresso Nacional, a Lei de Gestão de Florestas foi sancionada no dia 2 de março pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela define formas de manejo sustentável das florestas públicas, como a criação de unidade de conservação que permitem a produção florestal sem afetar o meio ambiente e a destinação de áreas para comunidades extrativistas e quilombos. A lei também permite a concessão de áreas florestais pagas, baseadas em processo de licitação pública. Nessas áreas é autorizado apenas o manejo para exploração de produtos e serviços da floresta, em prazos de até 40 anos, com avaliações dos projetos a cada três anos.

(Com informações da Agência Brasil)