Morto mexe os braços e assusta pessoas no velório
Josie Jeronimo, Agência JB
Rio - Aconteceu na Bahia de Jorge Amado. Assim como no romance A morte e a morte de Quincas Berro d'água, o velório do vendedor Wellington Carlos Silva Muniz, de 19 anos, vai ser contado e recontado muitas vezes em Salvador. Durante a preparação do corpo, na tarde de ontem, Edileusa, a mãe de Wellington, chorava sobre o peito do filho quando viu a mão do morto se mexer. A família deixou a história de lado, julgando ser só uma impressão da mãe, nervosa pela perda.
Momentos depois, o corpo voltou a mexer. O morto abriu os braços e chegou a derrubar a flor que estava ao lado da mesa fúnebre. As pessoas que velavam o homem se assustaram com os movimentos. Gritavam que "o morto estava vivo" e saíram do velório em disparada. Quem estava na rua, invadiram o prédio para saber porque as pessoas estavam vendo.
A família chamou a polícia para levar o corpo até o hospital e decidiu impedir o enterro de Wellington. Exigiram que o Instituto Médico Legal (IML) revisasse o laudo de óbito.
Wellington morreu depois de passar por uma cirurgia na cabeça no Hospital Sagrada Família.
Um médico do IML, que fez a necrópsia tentou tranqüilizar a família e justificou os movimentos como espasmos que podem acontecer devido à presença de gases no corpo do morto. A família não acreditou. Carlos Alan, irmão do vendedor, acredita que Wellington morreu no caixão e não no hospital, como informa o atestado de óbito.
A família tenta fazer outro velório e finalmente enterrar o morto, mas a falta da assinatura de um juiz na guia de sepultamento impediu o segundo guardamento.
(Com IBahia)
