☰

Líderes defendem que aumento fique para o próximo Congresso

Por

Agência JB

BRASÍILIA - O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e os líderes partidários tentaram por cerca de três horas, mas não conseguiram chegar a um acordo sobre o reajuste salarial de parlamentares. Três propostas foram discutidas e podem ser votadas em plenário. Mas, antes de deliberar sobre o assunto, os deputados devem votar quatro medidas provisórias que trancam a pauta.

Durante a reunião, a maioria dos líderes defendeu que as votações sobre remuneração fiquem para o próximo ano, com o novo Congresso.

- Como houve polêmica sobre o procedimento, se a votação ocorreria nesta ou na próxima legislatura, vou submter a decisão ao plenário, disse Aldo.

Ao sair da reunião, o presidente da Câmara anunciou que colocará em votação os seguintes itens: o fim da verba indenizatória de R$ 15 mil para despesas como combustível, aluguel de escritório e alimentação; extinção dos 14º e 15º salários e, só então, as propostas de reajuste salarial. Entretanto, ele deixou aberta a possibilidade dos líderes retirarem as matérias da pauta de votação.

O líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), defende que a votação seja feita ainda hoje.

- Esse encaminhamento é consequência de uma exigência democrática da sociedade. Todos vão saber o que cada deputado pensa através do seu voto, disse.

O vice-líder do PPS, deputado Raul Jungmann (PE), tem posição diferente. Para ele, a votação deve ficar para a próxima legislatura.

- O salário permanece como está e só será votado na próxima legislatura. Aqueles que têm quatro anos pela frente é que vão decidir como mexer. O vice-líder do PV, deputado Fernando Gabeira (RJ), tem receio que, caso as matérias sejam colocadas em votação hoje, seja aprovado um salário de R$ 24 mil.

- Os defensores dos 24 mil podem argumentar que perderan a verba e os saláriso adicionais e querer ficar com os R$ 24 mil.

Com informações da Ag. Brasil