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Vedoin confirma acusações contra Abel Pereira

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Portal Terra

CUIABÁ - O proprietário da empresa Planam, Darci Vedoin, prestou depoimento na sede da Policia Federal em Cuiabá (MT) ao delegado Diógenes Curado. Ele respondeu sobre os inquéritos do dossiê contra candidatos tucanos e do empreiteiro Abel Pereira. A Planam é acusada de chefiar o esquema de compra superfaturada de ambulâncias conhecido como máfia dos sanguessugas.

Vedoin confirmou o que foi dito na Justiça Federal: que conheceu Abel Pereira em 2002 através do ex-prefeito de Jaciara, que havia lhe perguntado se não precisava de alguém para auxiliar nas transferências de recursos no Ministério da Saúde. Em decorrência dos atrasos no pagamento, ele entrou em contato com Pereira. Eles marcaram uma conversa no Aeroporto de Congonhas em São Paulo, quando o empreiteiro afirmou que tinha contato direto com o ex-Ministro da Saúde, Barjas Negri, o que facilitava a liberação de recursos.

A partir da reunião ficou acertado que a Planam pagaria a Abel Pereira de 3% a 6,5% sobre os valores transferidos pelo Ministério aos municípios, e que a média de comissão ficou em torno de 6%. O total liberado com a intervenção de Abel Pereira girava em torno de R$ 3,5 milhões, mediante a depósitos em cheques em nome de terceiros.

O dono da Planam não soube dizer se o ex-ministro tinha participação na comissão. A maior parte dos municípios que tiveram recursos liberados foram para aquisição de ambulâncias e poucos adquiriram equipamentos médicos-hospitalares. Além disso, todos os que foram indicados por Pereira tiveram os recursos liberados, salvo as prefeituras com alguma restrição junto ao Poder Público.

A PF vai solicitar mais prazo para concluir o inquérito referente a Abel Pereira.

Sobre o inquérito do dossiê contra candidatos do PSDB, o advogado de Darci Vedoin, Otto Medeiros, falou que o filho de seu cliente (Luiz Antônio Vedoin) foi cobrar uma dividia de Valdebran Padilha e este requisitou alguns documentos de mídia que mostrava entrega de ambulância, ocorridas em Cuiabá (MT) em 2003, os quais utilizaria para conseguir o dinheiro. Medeiros disse que Luiz Vedoin, principal envolvido na máfia das sanguessugas, não teria produzido o dossiê nem tentado vendê-lo aos petistas.

Em depoimentos anteriores na PF e na Justiça Federal, Padilha informou que foi a São Paulo a pedido da família Vedoin para averiguar se existia realmente o dinheiro e que Luiz Vedoin seria o responsável pela negociação do dossiê.