'Pegapacapá' no Amapá
...
As denúncias de corrupção contra o ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre (União, o partido resultante da fusão entre o PSL e o DEM, pelo qual foi eleito em 2014 e tomou posse em 2015) podem custar a sua reeleição. Ele já vinha sendo fustigado pela candidatura da primeira-dama DE Macapá, Rayssa Furlan (MBD), esposa do prefeito da capital, o médico Antônio Furlan, que se elegeu pelo Cidadania.
Os humores dos 520 mil eleitores do Amapá, que já não vinham sendo favoráveis a Alcolumbre, desde que eclodiram denúncias contra seu irmão, ficaram ainda mais hostis depois que a campanha da candidata Rayssa Furlan empolgou seus apoiadores ao divulgar por todo o estado do Amapá vídeos expondo as tretas de Davi Alcolumbre.
Plano B em marcha
O baque repercutiu no gabinete do outrora poderoso senador em Brasília. Um amigo da coluna deu uma passada pelo gabinete na tarde dessa quarta (14). Diante das notícias que atingem Davi Alcolumbre e das recentes pesquisas no estado, o clima era de tristeza. Alguns funcionários já pensam no Plano B para se garantirem, caso o chefe perca a reeleição no Amapá.
Embate presidencial no MS
Na terra de duas presidenciáveis e onde serviu Jair Bolsonaro, do debate entre os candidatos a governador promovido no dia 19, às 20 horas, pelo Grupo Midiamax de Comunicação, dono do site com maior índice de “pageviews” no Mato Grosso do Sul, promete sair faíscas, e a campanha presidencial não deve ficar de fora.
A campanha está virtualmente empatada entre três postulantes: o ex-governador André Puccinelli (MDB) lidera, seguido pelo prefeito licenciado da capital (Campo Grande), Nelsinho Trad (PDS), que tem na sua cola o candidato do PSDB, Eduardo Riedel.
É que metade dos candidatos à Presidência da República tem laços com o Mato Grosso do Sul.
Jair Bolsonaro (PL-22) serviu no batalhão de Nioaque (MS), morando por cinco anos na cidade.
Simone Tebet (MDB) nasceu em Três Lagoas (MS) e Soraya Tronicke (União) é de Dourados (MS).
Ex-ministros duelam pelo Senado
Para tornar o debate mais apimentado, a disputa para o Senado Federal está quente entre dois ex-ministros de Jair Bolsonaro, que nasceram no estado onde fizeram carreira política.
A ex-ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Tereza Cristina (PP) era deputada federal antes de ser convidada para o Ministério. Já o médico Luiz Henrique Mandetta era deputado federal do DEM, até ser convidado para a pasta da Saúde. Mandetta enfrentou a pandemia da Covid-19 tentando mobilizar a sociedade e o sistema do SUS, enquanto não havia vacinas ou remédios eficazes contra o vírus.
'Mea culpa'
Sua pregação pelo isolamento social não agradou ao presidente Bolsonaro e filhos, que vislumbraram obstáculos aos negócios (a loja de chocolates do filho 01, o senador Flávio Bolsonaro -PL-RJ), e à reeleição, com o aprofundamento da crise econômica e o desemprego. [esta semana, em “mea culpa”, Bolsonaro quase reabilitou Mandetta ao admitir ter errado ao desdenhar da pandemia e ao não se solidarizar com as vítimas da Covid-19].
Cadê a autocrítica?
Tereza ainda não se penitenciou por ter se descuidado da formação de estoques reguladores de alimentos (ainda que em mãos privadas, com apoio dos empréstimos do governo federal - EGFs). Como resultado, a Alimentação disparou em 2020. Com tanto estímulo à exportação, o país “celeiro do mundo” teve de importar soja em grão para fazer óleo de soja, que tinha subido mais de 100% e sumido das prateleiras dos supermercados.
Este ano o quadro se repete. Os alimentos sobem muito acima da inflação. A escalada só não está maior porque o apetite comprador da China ficou menor, já que o próprio país está em sucessivos “lockwdowns” para enfrentar a Covid.
