Não há ministro da Saúde que consiga trabalhar com sabotagem de Bolsonaro, diz governador do RS

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, criticou a atuação do governo federal na pandemia de covid-19 e chamou de "sabotagem" a interferência do presidente Jair Bolsonaro no Ministério da Saúde

Por JORNAL DO BRASIL

Alvo de preconceito por ser homossexual assumido, o governador Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, não tem política antirracismo no primeiro escalão de sua administração

Leite participou de uma audiência da comissão temporária do Senado Federal que discute medidas de combate à covid-19, nesta segunda-feira (15).

"O que eu vi depois de três trocas de ministros que o presidente já fez é que o problema está nas orientações que o presidente dá. Não há ministro que consiga trabalhar com a sabotagem feita pelo próprio presidente da República às medidas necessárias para o combate ao coronavírus", afirmou.
Segundo ele, dessa forma, é difícil exigir que o ministro da Saúde consiga contornar a situação de descontrole da pandemia no país.

"Precisamos do presidente sensibilizado. Se não for para oferecer ajuda, que seja para parar de oferecer ataques, agressões e atrapalhar o processo de enfrentamento da pandemia", criticou.

Sobre a corrida mundial por vacinas, o tucano ressaltou que pesquisas, produção e distribuição de imunizantes nunca foram tão importante na história da humanidade como agora.

"E tem a culpa do nosso governo, que colocou o Brasil no final da fila porque ficou negando durante muito tempo a importância das vacinas. Foi negacionista, criticou, atacou as vacinas", afirmou.(com agência Sputnik Brasil)