Olavo diz que Villas Bôas é um 'doente preso a uma cadeira de rodas'
O ideólogo Olavo de Carvalho voltou a atacar a ala militar, desta vez tendo como alvo o ex-comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional.
Nas redes sociais, Olavo afirmou que os militares, sem argumentos para rebater suas críticas, se escondem atrás de “um doente preso a uma cadeira de rodas”, numa referência à condição do militar em razão de uma doença degenerativa.
Embate
Nos últimos dias, o agravamento da crise entre os militares e a chamada ala ideológica do governo Jair Bolsonaro (PSL) levou a uma reação do Alto Comando do Exército, que considera o presidente omisso na disputa e quer estabelecer um limite ao que vê como desrespeito institucional.
Villas Bôas, comandante do Exército de 2015 até o começo deste ano, chamou o escritor Olavo de Carvalho de "Trótski de direita", ao criticar o patrono da ala ideológica associando-o ao líder comunista soviético Leon Trótski.
"Mais uma vez o senhor Olavo de Carvalho a partir de seu vazio existencial derrama seus ataques aos militares às Forças Armadas, demonstrando total falta de princípios básicos de educação, de respeito e de um mínimo de humildade e modéstia", escreveu.
Para ele, Olavo é um "verdadeiro 'Trótski de direita', não compreende que substituindo uma ideologia pela outra não contribui para a elaboração de uma base de pensamento que promova soluções concretas para os problemas brasileiros".
O atual capítulo da crise gira em torno das críticas de Olavo ao general Carlos Aberto dos Santos Cruz, ministro-chefe da Secretaria de Governo e responsável pela Secom (Secretaria de Comunicação).
Há semanas Olavo critica Santos. O escritor é a principal influência sobre Carlos e Eduardo, os mais vocais filhos de Bolsonaro, e de um grupo no governo integrado pelos titulares do Itamaraty e do Ministério da Educação.
Com Folha de S. Paulo
