Supremo pode enviar inquérito contra Onyx para o TRE-RS

Por

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse, ontem, que está analisando o pedido da Procuradoria-Geral da República para que a investigação contra o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que apura suspeitas de caixa 2 seja enviada ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS). A solicitação, segundo o ministro, demanda uma análise pela situação específica de Onyx: ele foi reeleito deputado federal, mas está licenciado para ser ministro de Bolsonaro.

No entendimento do ministro, como Onyx foi reeleito, não perderia o direito de ser julgado pelo STF. "Na tentativa exitosa de reeleição, aí não há quebra. Eu admito mesmo que (o suposto crime) tenha sido praticado em mandato anterior", observou Marco Aurélio. A dúvida é se Onyx continuaria tendo seu caso analisado pelo Supremo mesmo ocupando um cargo de ministro, que não tem relação com o crime. "O que surge de novidade é o fato de estar licenciado. Ainda não enfrentei (esta situação)", disse Marco Aurélio ao entrar no STF.

A apuração contra Onyx foi aberta após relato de delatores da J&F apontando pagamentos de R$ 100 mil, em 2012, e R$ 200 mil, em 2014, quando o atual ministro concorria a deputado federal. Onyx admitiu em entrevista ter recebido R$ 100 mil e pediu desculpas.