Dilma tem dificuldade para nomear mulheres
Presidente eleita queria ao menos 11 ministras no governo, mas por enquanto apenas quatro foram confirmadas. partidos aliados só indicaram homens jane rocha a presidente eleita dilma rousseff anunciou, logo após a divulgação do resultado do segundo turno das eleições, que gostaria de compor o primeiro escalão do governo com, no mínimo, um terço de mulheres. ela lançou o desafio à equipe de transição. a maior dificuldade que a presidente deverá encontrar, no entanto, será com os partidos aliados. com exceção do pcdo b, os outros não têm tradição em nomear mulheres para posições de destaque.
Durante a campanha, dilma cercou-se de mulheres com o objetivo de aumentar o espaço das companheiras na então provável primeira gestão feminina do país. ministras, assessoras e especialistas acadêmicas foram acionadas para ajudá-la no embate eleitoral, nas turbulências diárias da campanha e em questões específicas.
Contudo, dos 16 nomes que já foram anunciados para os ministérios, apenas quatro são mulheres. determinada a ampliar a cota feminina em seu governo, dilma já confirmou para integrar a equipe da esplanada dos ministérios a paulista miriam belchior, atual coordenadora do programa de aceleração do crescimento (pac), que foi indicada para assumir o planejamento; a senadora catarinense ideli salvatti (pt) que será nomeada para a secretaria da pesca e a deputada gaúcha maria do rosário (pt), que estará à frente da secretaria especial de direitos humanos.
