Laboratório antidoping ganha sinal verde para Jogos Olímpicos 

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O comitê organizador de Londres se comprometeu a lutar com todas as forças contra o uso de substâncias ilegais neste ano de Jogos Olímpicos e conduzirá uma operação antidoping em um local de propriedade da gigante química GlaxoSmithKline, 30km ao norte do centro olímpico.

Um em cada dois concorrentes será testado durante os Jogos, incluindo todos os ganhadores de medalha. As amostras serão processadas dia e noite por 150 técnicos altamente treinados, cedidos pela King's College London.

A WADA (Agência Mundial Anti-Doping), realizou nos últimos dois anos, uma série de testes rigorosos do sistema de doping, incluindo três inspeções formais na equipe e nos equipamentos.

"Atletas que utilizam essas substâncias deveriam saber que existe uma grande chance deles serem testados nesse verão e que tudo é cientificamente possível. Com o crescimento e a melhora da inteligência utilizada, os esforços para enganar os exames serão em vão. Eles serão detectados pelos especialistas no laboratório", disse John Fahey, presidente da WADA, em um comunicado.

Enquanto os organizadores de Londres estão confiantes de que vão eliminar possíveis fraudes, um pesquisador alemão disse recentemente, em uma conferência sobre doping, que até 100 novas drogas melhoram o desempenho do atleta e que algumas não poderiam ser detectadas por estes testes atuais.

"Eles agem como EPO (eritropoietina), mas são estruturalmente diferentes e isso significa que os atuais testes de EPO não vão identificá-los", disse Mario Thevis, em uma conferência em Londres, realizada pelo Relatório Mundial sobre Direito Desportivo.