Heloisa Tolipan
Uma noite no museu
Para aqueles que vivem chamando a noite carioca de fútil, é hora de reverem seus conceitos. Um palpite para onde fomos na noite de anteontem? Ao MAM! E nem pensem que fomos apenas para aquelas festinhas badaladérrimas que rolam por lá. Não. Vimos as exposições mais atuais, como a linda coletiva Terceira metade. Isso tudo graças à Primeira festa do MAM, que foi realizada e inspirada nos principais museus internacionais nos quais a cultura vira a noite. O evento reuniu uma visita guiada às festas, embaladas por DJs, como Susana Guardato, Personal DJ, Fred Coelho e o coletivo Chelpa Ferro.
E ficamos lá até duas da matina, viu? “Na verdade, queria trazer a nova geração para dentro do museu mesmo. Dificilmente o público que vai às festas no MAM entra na parte das obras de arte, então, queremos integrar as duas formas de cultura e promover um bom debate com os artistas. Assim, podemos gerar entretenimento e conhecimento”, contou o produtor da festa, Bruno Chateaubriand. Aliás, esse nome não lhe parece familiar? Mas, calma, qualquer semelhança com o Bruno que tanto estampa as nossas páginas seguintes é mera coincidência. “Não somos parentes. Bruno usa mais como um nome composto e, no meu caso, é mais um sobrenome mesmo. Não uso muito, não ligo para isso”. Ok, coincidência esclarecida. E depois da noite badalada, nós e toda galera que, agora, adora um museu, não querámos saber de outra coisa: o que esperar para as próximas edições, Bruno? “Futuramente, pretendemos juntar a música com a exposição do momento. Nosso intuito é exatamente este. Queremos gerar um palco de pessoas de diversos pontos da arte, que dialoga com todas as gerações, une todos em um mesmo grupo”, revelou. Então, fechou dar um pulo no museu?
Novo dia de um novo tempo
Reunir os amigos para celebrar mais um ano de batalhas, vitórias e sorrisos: o que mais poderia querer André Ramos? “Que a Justiça brasileira fosse um pouco menos lenta”, comenta o aniversariante da noite, sofrendo na pele os efeitos da lentidão de nosso jurídico, por conta do processo de adoção que corre por aqui, sonho ainda a ser realizado por André e seu companheiro, Bruno Chateaubriand. Mas, enquanto o imbróglio não se resolve, que sejam comemoradas as boas energias. E assim fez o casal, abrindo as portas de sua casa, na Gávea, na noite de anteontem, recebendo os melhores amigos para soprarem as velinhas juntamente a André, como o mais novo casal da praça: Felipe Dylon e a atriz Aparecida Petrowsky.
Ao lado do aniversariante, Glória Perez também dividia uma felicidade sua: está prestes a ingressar na Academia Acreana de Letras. Mas, claro, não seria possível deixar de lado o assunto que mais chocou a sociedade brasileira nos últimos tempos: o massacre de Realengo. “Em algumas reportagens, chegou-se ao cúmulo de avisarem a mães de crianças tímidas e introvertidas para que tivessem cuidado, pois seus filhos podem ser psicopatas em potencial”, relatou Glória, com o aval da amiga jornalista (e craque no que faz) Leda Nagle.
